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NAILOR PROVETA E SEU BRASILEIRO SAXOFONE

O saxofonista Nailor Proveta lança seu segundo disco solo, “Brasileiro Saxofone”, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, dia 2 de agosto (domingo), às 19h. A apresentação é uma homenagem do músico ao instrumento, seu fiel parceiro há mais de 30 anos. O projeto “Brasileiro Saxofone” tem patrocínio da Petrobras.

O repertório do show é baseado nas músicas do recém-lançado CD, selecionadas entre os mais variados gêneros. O choro marca presença com Pixinguinha (“Quem é você?”) e Ratinho (“Saxofone, por que choras?”). Já o jazz aparece com “Stanats”, uma homenagem de Moacir Santos a outro mestre, Stan Getz. As bandas e coretos estão representadas com “Ternura”, de K-Ximbinho, e a música de câmara com “Choro e divertimento”, do próprio Proveta. Neste “Brasileiro Saxofone”, até uma valsa comparece: “Caminho da saudade”, de Radamés Gnattali.

Sem dúvida, o sax será a grande estrela da noite, porém, por seu caráter harmônico, não ofuscará os demais convidados: o piano de Cristovão Bastos; o violão 7 cordas de Maurício Carrilho; o violão de Paulo Aragão; o cavaquinho de Luciana Rabello; o pandeiro de Marcus Thadeu dos Santos; a flauta de Naomi Kumamoto; e os demais colegas clarinete e clarone, que serão executados por Pedro Paes e Rui Alvim, que tocarão também saxofone, apoiando o anfitrião Nailor Proveta.

Com mais de 30 anos de carreira, Nailor Proveta é figura de destaque no cenário da música instrumental brasileira. Integrante e fundador da Banda Mantiqueira, compositor e arranjador, além de instrumentista, esteve envolvido em muitos dos melhores e mais relevantes projetos musicais das últimas décadas.

Proveta começou na banda municipal de Leme (SP), onde nasceu. Aos 16 anos, já em São Paulo, integrou a orquestra do maestro Sylvio Mazzuca. Depois, liderou a Banda Aquarius e o grupo Sambop Brass, e dividiu o palco com artistas como Natalie Cole e Benny Carter, além de ter seguido em turnês com a orquestra de Ray Connif.

Até hoje, Proveta é um dos clarinetistas mais requisitados do país, mas tem com o saxofone um caso de amor, aliado a um interesse quase científico, expresso através da pesquisa minuciosa de timbres e sonoridades dessa família de instrumentos.

No site http://www.brasileirosaxofone.com duas músicas extras e inéditas estão disponíveis para download gratuito: “Oboé com alcatra” (Proveta e Mauricio Carrilho) e “Riscador (jongo)” – 2º movimento da suíte “Três oferendas” (Pedro Paes); assim como fotos, informações sobre o trabalho e agenda de shows.

SERVIÇO: BRASILEIRO SAXOFONE
Local: Auditório do Ibirapuera – São Paulo
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral s/no – Portão 2 – Tel: (11) 3629-1075
Data: 2 de agosto (domingo), às 19h
Preço: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada)
Classificação: Livre

Meia Entrada:
– Estudantes: apresentar na entrada Carteira de Identidade Estudantil.
– Professores da Rede Estadual, Aposentados e Idosos acima de 60 anos: apresentar RG e comprovante.
– Menores de 12 anos, acompanhados pelos pais, têm direito a 50% de desconto do valor da inteira, quando Censura Livre.

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Terreiro Grande

O Terreiro Grande é formado por jovens músicos da Zona Leste da cidade de São Paulo, que se conheceram em situações diversas, mas cujos bairros ou municípios origem, praticamente indicam as paradas da linha de trem que ruma para o extremo desta região, a mais populosa da cidade. Com traços típicos da mistura paulistana, do nordestino, negro, ao imigrante italiano, sempre tiveram como afinidade musical o samba e a partir daí inciaram um trabalho de pesquisa para cantar sambas esquecidos, de compositores igualmente esquecidos. Assim se definem em seu blog :”Terreiro é a grande reunião de sambistas, poetas, ritmistas, vagabundos, bêbabos, compositores, trabalhadores, músicos e tanta gente boa que circula entre nós”.
Com desconstração mas com seriedade e respeito, realizam um trabalho de pesquisa e resgate de sambas esquecidos criados por compositores importantes e tão esquecidos quanto, cujo trabalho merece ser relembrado.

Roda de Samba com Terreiro e Cristina em Paquetá, Rio de Janeiro – Diretor de Harmonia (Xangô da Mangueira e Jorge Zagaia)

Nessa perspectiva, realizaram shows, por exemplo, com a obra de Paulo da Portela (1901-1949) e em seu mais recente trabalho dedicaram a obra do carioca Candeia (Antônio Candeia Filho-1931-1978), um dos maiores compositores de samba da história.
Cristina Buarque de Hollanda, tradicionalmente ligada a projetos de pesquisa do samba, cantora e portelense de primeira, participou desse projeto, cantando e atuando decisivamente na sua divulgação. De choro aos tradicionais sambas de terreiro, a obra de Candeia é percorrida, sem que, para isso, seus sambas mais conhecidos sejam repetidos.
As apresentações geraram um documentário de Zeca Ferreira cujas primeiras sessões acontecerão durante a primeira edição no Brasil do Festival Internacional de Documentários Musicais – IN-EDIT Brasil.
São Paulo
30.06.09 – 14:00h – MIS
01.07.09 – 14.00h – HSBC Belas Artes
02.07.09 – 17.00h – Olido
Rio de Janeiro
12.07.09 – 19.00h – Cine Santa Teresa
Abaixo Cristina Buarque e o Terreiro (todos cantam):
Renato Martins (agogô ), Edinho (cavaquinho ), Roberto Didio (surdo ), Lelo (violão ), Luizinho (pandeiro ), Eri (caixa De fósforo ), Tuco (cavaquinho ), Jorge (tamborim ), Boca (voz), Wilson Miséria (prato e Faca ), Neco (reco-reco), Pereira (tamborim ), Careca (tamborim ), Cardoso (violão ), Alfredo Castro (cuíca ), Marcelo Cabeça (garrafa)

Barracão de Madeira (Colher)