Archive for the ‘ Vozes – Brasil ’ Category

AVA ARAUJO

Ava Araujo é cantora, e compositora. Mezzo contralto, imprime emoção e sentimento, técnica vocal e sensibilidade para interpretar as canções que seleciona para seus shows. Ava Araujo é um músico no mais complexo sentido da palavra e também no mais simples sentido dela. Esbanja técnica vocal quando o assunto é improvisação e conhecimento harmônico e melódico. Utiliza sua voz como mais um elemento a ser explorado por seu trabalho. Sua voz é um instrumento a mais na concepção da música que faz e ao mesmo tempo é o elemento mais importante para interpretação dos temas e compositores que escolhe para trabalhar, propiciando uma interatividade musical e uma simbiose em cena raramente vista em cantoras brasileiras contemporâneas.

Nascida em Vila Velha, quando adolescente foi viver na América Central. De volta ao Brasil, fixou residência em Brasília por quase 15 anos. Com discos lançados e o terceiro em fase de elaboração, Ava Araujo iniciou sua trajetória nos anos noventa com aulas de violão popular pelo renomado professor Everaldo Pinheiro, integrante da banda que acompanhou Johnny Alf por muitos anos. Na Escola de Música do Espírito santo – ligada ao Conservatório de Música do Rio de Janeiro, cursou canto popular e teoria musical e participou de vários outros cursos, workshops e oficinas de canto e música brasileira na EM&T e UVV – Universidade de Vila Velha, no Espírito Santo e Escola de Música de Brasília. Trabalhou com músicos renomados como Cliff Korman, Filó Machado, Guinga. (do BLOG da cantora)


Tatiana Parra, por Mauro Dias

Tatiana Parra é, por gasta que seja a expressão, uma rara unanimidade no meio musical paulistano de agora. Quem faz música ou admira ou está envolvido com música sabe de sua afinação e bom gosto, dedicação e seriedade, da graça de seu misto de ingenuidade e malícia. Créditos que são, feitas as contas, indispensáveis a quem queira subir ao palco como porta-voz (e quem precisa de cantora que não seja porta-voz, afinal?).

Tanto assim que o primeiro disco de Tatiana vinha sendo esperado como grande acontecimento. (leia mais)

TIO SAMBA – a batata está assando, prá neguinho dançar

Vem aí o novo CD É Batata!

O Tio Samba, orquestra típica de samba formada em 1998, apresenta um repertório de composições de Noel Rosa, Ismael Silva, Geraldo Pereira, Ary Barroso, Cartola, Baden Powell, Tom Jobim, Chico Buarque e outros autores geniais, dando-lhes nova roupagem com arranjos que unem os característicos instrumentos de cordas e percussão dos grupos regionais de samba e choro aos sopros geralmente utilizados nas bandas de música. Conta ainda com dois cantores que atuam também em dueto, em interpretações muitas vezes teatrais e hilariantes. O resultado é uma sonoridade diferenciada, muito vibrante e também sofisticada. Suas apresentações são um convite para a dança e, ao mesmo tempo, um presente para os mais exigentes ouvidos, amantes do samba orquestrado.
O grupo já tocou com grandes compositores e intérpretes do samba, dentre eles, Wilson Moreira, Walter Alfaiate, Delcio Carvalho, Tia Surica e Paulo Marquez, além de ter se apresentado com artistas como Nana Caymmi, Germano Mathias e Luciana Alves. Em seu currículo incluem-se apresentações em diversas casas de espetáculo, destacando-se a Sala Sidney Miller, da Funarte, o Centro Cultural da Light, o Teatro Rival, o Teatro Municipal de Niterói, a Choperia do Sesc-Pompéia, o Centro de Convenções do Anhembi, o Rio Scenarium e o Centro Cultural Carioca. O Tio Samba tem se especializado em projetos homenageando figuras centrais da história de nossa música popular, como Ary Barroso (“Café Zurrapa”, 2003) e Carmen Miranda (“É Batata!”, 2009), por ocasião de seus centenários de nascimento. Em setembro de 2003, o Tio Samba lançou seu primeiro CD, Quero Ver (Ethos Brasil / Tratore), com composições próprias e obras de nomes consagrados do samba. Atualmente, está produzindo o CD É Batata! (Centro Cultural Carioca Discos/Universal), cujo lançamento está previsto para março deste ano.
Algumas faixas já estão disponíveis no myspace do grupo para uma breve degustação.

Algo a Dizer – novembro

Como o malandro Bento Ribeiro de Ney Lopes, Pedro Miranda é importante fragmento de um universo, o do samba, e carrega em si e transmite em seu trabalho moderno os códigos preservados atavicamente, despertando memórias fundamentais para a Música Popular Brasileira e, ao mesmo tempo, para construção de uma história própria desses primeiros sambistas que impulsionaram a chamada revitalização da Lapa enquanto bairro boêmio. (leia a íntegra no site do Algo a Dizer)

PEDRO MIRANDA lança PIMENTEIRA, novo CD

A geração de sambistas que revitalizaram o gênero na Lapa (Rio de Janeiro) já não pode ser chamada de nova geração. Mais de uma década é passada desde que os primeiros se reuniram em botecos promovendo rodas de samba e choro. E, sim, o veterano Pedro Miranda estava entre estes se apresentando no grupo Semente, no bar pioneiro do mesmo nome, resgastando do “limbo do esquecimento” grandes nomes do samba brasileiro.
Hoje esse grupo de artistas começa a apresentar o próprio trabalho autoral como neste segundo disco de Pedro. Sua voz sem impostação que cometeu duetos perfeitos com Teresa Cristina, dedica-se a composições, com claras referências aos grandes compositores do gênero, mas com a atualidade necessária, afinal são outros tempos.
O show de lançamento será no próximo dia 3, no Teatro Rival, às 19h:30. Para ouvir e obter maiores informações é só visitar a página de Pedro no myspace. O vídeo fica por conta de um dos ótimos duetos com Teresa Cristina. (crítica do CD no Algo a Dizer)

OLÍVIA

Cantora, compositora e produtora musical, a paulistana Olivia tem em sua formação piano e canto eruditos, jazz, música oriental, rock, música brasileira. A combinação de todos estes elementos resultou num estilo eclético e ousado, presente em toda sua trajetória.
Assim, em seu disco de estréia (Olivia, 2000) e também em seu segundo CD (Perto, 2003) ela já apresentava sua forte personalidade musical, resultado bem dosado de suas várias influências, saldo favorável de todo seu ecletismo. Há ousadia em seu estilo de compor e de cantar. Não repetindo fórmulas, Olivia trilha novos caminhos, e seu amor pela música mostra-se com clareza em suas interpretações singulares.

Para consolidar a forte influência do jazz e da bossa nova, Olivia apresentou o projeto “Jazzy Stuff”, composto por dois CDs (2por2 e 12), lançados em 2004 e 2005 no Brasil, Japão e Espanha. No repertório, clássicos do jazz, bossa e rock, em versões inusitadas, com arranjos sofisticados para sua voz emocionante e envolvente.
Em seu quinto CD ( Full Bloom, 2007) a artista assinou novamente a produção musical, no estilo folk-rock, usando a tecnologia como parceira na aproximação entre a cantora e o compositor radicado no Texas, Frank Krischman.

“Só a musica faz” (Elefante-d – Tratore) é o sétimo da carreira e o terceiro registro autoral em CD de Olivia, e isso é um ótimo sinal. Pois confirma a expectativa de que alguns artistas independentes conseguem manter-se ativos e além disso, fazer música de boa qualidade. Alheio aos modismos e sucessos propositadamente fabricados que entopem a grande mídia, “Só a música faz” é a artista em seu compromisso firmado com sua própria estética musical. Este trabalho nos traz o registro de compositores pouco conhecidos do grande público como: Ligia Kas, José Luis Marmou, Monalisa Lins e a própria cantora, que abriu mão de regravar compositores consagrados da nossa música. Nada contra, obviamente, mas uma opção condizente com sua própria trajetória que começou em disco em 2000 com trabalho homônimo inteiramente autoral e prosseguiu em 2003 no álbum “Perto”, trazendo também composições inéditas, suas e de Paulo Preto, seu parceiro desde o primeiro CD.
Com linguagem moderna, marcado pela mistura de estilos e tendências, seu novo trabalho apresenta uma sonoridade tão singular quanto sua voz.

Em “Só a música faz” Olivia caminha por baladas, folk e rock, passeando também por ritmos brasileiros; traz harmonias bem elaboradas e belas melodias para cantar versos delicados e marcantes como em “Ausência”: “esse réptil silêncio que rasteja entre as poucas palavras ao chão e um suposto afeto sem perdão”.

Assim, este CD retrata a artista num momento especial de sua carreira. Com melodias agradáveis, letras singelas e produção refinada. Olivia, mais do que uma cantora da nova geração, revela-se artista.
(divulgação)
Para ouvir e contatos: Myspace e www.reverbnation.com/olivia

WESLEY NÓOG


Wesley Nóog apresenta seu primeiro trabalho solo, o álbum “Mameluco Afro Brasileiro”, uma produção realizada pela “Muda Cultural”. Através do diálogo entre Funk, Soul e Samba, com uma banda de 12 integrantes, Nóog aborda em suas poesias a vida e a formação do povo brasileiro. Todas as músicas são inéditas e de composição própria do artista. Uma das faixas conta com as participação especial de Gaspar (Záfrica Brasil) e Renato Dias (Sinhô Preto Velho). O álbum completo está disponível para download gratuito nos sites.
Nascido no bairro da Bela Vista, em São Paulo, o cantor e compositor surgiu no cenário da música brasileira em 1993 com o grupo de Swing & Cia e em 1998 ingressou no grupo Estação Fankalha. Na divulgação de seu novo trabalho, Wesley realizou uma série de apresentações pela cidade de São Paulo. O Studio SP foi a casa de shows que abrigou o show de lançamento do “Mameluco Afro Brasileiro”, em novembro de 2008. Depois vieram apresentações na Mostra Cultural da Cooperifa, na Choperia do SESC Pompéia e na recém-inaugurada Praça Victor Civita, do Instituto Abril. A Esquina da MPB, espaço do Bar Brahma que abre as portas a novos nomes da música brasileira, e a Zahi Club, antigo Blen Blen, abrigaram uma temporada do cantor.
Além das músicas de autoria própria, seu show faz homenagem a grandes nomes da música brasileira como Tim maia, Adoniran Barbosa e Oswaldo Melodia. Wesley Nóog também desenvolve trabalhos com a “Cooperativa dos Poetas da Periferia” (Cooperifa) e com o Grêmio Recreativo de Resistência Cultural Kolombolo diá Piratininga.
Dono de uma voz marcante e de letras sofisticadas é sem dúvida um grande representante da cultura “Mameluco Afro Brasileira”.