Archive for the ‘ Rock ’ Category

Banda Gentileza

Com seis integrantes, que tocam ao todo 16 instrumentos – Artur Lipori (trompete, guitarra, baixo e kazuo), Diego Perin (baixo e concertina), Diogo Fernandes (bateria), Emílio Mercuri (guitarra, violão, viola caipira, ukelelê e voz de apoio), Heitor Humberto (voz, guitarra, violino e cavaquinho) e Tetê Fontoura (saxofone e teclado) –, as influências se multiplicam. Vão do samba à música folclórica do leste europeu, da música caipira à valsa, com espantosa unidade.. Gravou dois EPs ao vivo no projeto A Grande Garagem que Grava (2005 e 2007). Em 2009, gravou seu primeiro álbum de estúdio, produzido pelo carioca Plínio Profeta, que pode ser baixado no site da banda e ouvido no myspace.

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OS MUTANTES – o deboche da aldeia que virou universal

(brincando com Tolstoi)

Em 1966, na cidade de São Paulo, os dois filhos de pianista erudita, Arnaldo e Sérgio uniram-se à filha de americanos Rita Lee Jones e formaram a banda Os Mutantes. Poderiam ser mais um grupo de iê-iê-iê (nome pelo qual se denominava, no Brasil a música jovem baseada no rock de então, que tinha como estrela principal Roberto Carlos).
Não o foram, pelo atrevimento, formação musical do trio e seu interesse pelas tendências do rock da época, notadamente pela nova sonoridade dos Beatles, que havia sido demonstrada no disco Revolver (1966) que associava outros instrumentos às guitarras, bateria e baixo elétrico, além das experiências dos arranjos que misturavam recortes de outras músicas, dissonâncias e música erudita, sob o comando no maestro George Martin.
No Brasil, coube a Rogério Duprat introduzir formalmente esses elementos ao assumir os arranjos das músicas do movimento Tropicalista, conferindo-lhe a modernidade proposta por seus integrantes (especialmente Caetano Veloso e Gilberto Gil). A proposta juntava a música popular brasileira – seus instrumentos e temas – aos arranjos modernos que continham o rock, à distorção de instrumentos e vozes, a música eletroacústica e elementos essenciais da música erudita, particularmente da música concreta.
Os Mutantes enquadraram-se perfeitamente, inicialmente como coadjuvantes, acompanhando de modo significativo Domingo no Parque (Gilberto Gil, 1967) e em 1968 participando do disco Tropicália com a bela Panis et Circensis, também de Gil.

Os três eram multi-instrumentistas, possuíam, portanto, a versatilidade da execução e estavam completamente envolvidos com a cultura pop de então. Fizeram sucesso junto ao público jovem em suas partciapações nos concorridos festivais de música, o que fez com que rapidamente foram contratados pela gravadora Polydor e iniciaram carreira própria, lançando 5 álbuns entre 1968 e 1972. Seus discos mantiveram os elementos fundamentais da Tropicália, assegurados pela presença de Rogério Duprat, nos arranjos, realçando as composições próprias, e de compositores menos famosos do movimento, como Tom Zé, com a bem-humorada moda 2001.
Em 1974 Rita Lee deixa o grupo, para seguir carreira própria, com estilo bem-humorado, mas consolidando carreira de cantora e compositora pop-rock de sucesso entre 1975 e começo dos anos 1980. Arnaldo Batista deixou o grupo para instável e quase incógnita carreira solo, mantendo consigo características de letras e músicas que remetiam à produção anterior da banda, reafirmando seu papel central no trabalho da banda.
Os Mutantes prosseguiram liderados por Sérgio (exímio guitarrista), enveredando-se pelo caminho do rock progressivo, sem qualquer repercussão.
Claramente o contato com o grupo da Tropicália, e fundamentalmente com Rogério Duprat, deu a cara e a consistência aos projetos que o grupo desenvolvia. A receita não poderia mais se repetir.
Com vida curta, contudo, o grupo foi capaz de consolidar influências que se manifestam com clareza nas novas bandas que perseguem hoje o chamado som psicodélico. Como poucas bandas no mundo, e a única fora do eixo EUA e Inglaterra, os Mutantes seguiram à risca o conceito consolidado pelos Beatles: rock, música erudita, distorções, arranjos insólitos de voz e instrumentos, poesia engajada e debochada, e a essencial dose de música do país de origem: a riquíssima Música Popular Brasileira. Tornaram-se universais.

Embora de baixa qualidade, vale à pena assisitr a apresenção de 2001 no IV Festival da Música Popular Brasileira de 1968, com Gilberto Gil no acordeon.

Para ouvir mais Rogério Duprat e Mutantes pode-se buscar nos sites aí do lado (Loronix e Um que tenha).

A irreverência da família Barnabé

Da irreverência de Arrigo Barnabé na cena musical brasileira muita gente sabe. Mas tão irreverente quanto e não menos importante, o irmão do cantor, Paulo Barnabé nos idos da década de 80 montou a banda “Paulo Patife Band”. Assim como Arrigo, Paulo também se utiliza do dodecafonismo nas composições e mistura uma boa pegada punk rock.

A banda abreviou o nome para “Patife Band” quando lançaram o segundo disco “Corredor Polonês”, com letras divertidas como no caso de “Chapeuzinho Vermelho” e  “Tô tenso”.  No ano de 2005 a banda gravou o CD “Ao Vivo” e está de volta à ativa. Esperamos agora mais shows!

Para saber mais acesse o Myspace: Patife Band

O Veneno – Patife Band


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SÓ DÁ COCO NO VERÃO DE LONDRES

coco sumner

A filha de Sting, Eliot Pauline Styler Sumner, Coco Sumner, com sua banda I Blame Coco, está preparando seu álbum de estréia, sob contrato com a major Island Records/Universal.
Já conhecida na Inglaterra, Coco possui uma voz muito parecida com a do pai, como poderá ser percebido ao se ouvir a faixa The Constat, no site da banda.
Isso não importa muito para banda cujo som é descrito como ska, folk e punk, e cujas influências vão de Cole Porter a Dr Dre.
Pelas informações disponíveis não é possível perceber o real propósito da banda, Coco (Guitarra/Vocais) e seus parceiros Al Shux (Guitarra), Octave( Baixo) Ben Jones (Bateria) and Emlyn Maillard – teclados/sintetizador.
O que conta, no entanto, é que uma jovem bonita de 19 anos, com voz rouca e lembrando o visual de Malu Magalhães, tem feito sucesso neste verão de Londres. O material apresentado no site ou no youtube não é suficiente para atribuir alguma significação especial ou aumentar a expectativa para esse primeiro disco.