Archive for the ‘ MPB ’ Category

AVA ARAUJO

Ava Araujo é cantora, e compositora. Mezzo contralto, imprime emoção e sentimento, técnica vocal e sensibilidade para interpretar as canções que seleciona para seus shows. Ava Araujo é um músico no mais complexo sentido da palavra e também no mais simples sentido dela. Esbanja técnica vocal quando o assunto é improvisação e conhecimento harmônico e melódico. Utiliza sua voz como mais um elemento a ser explorado por seu trabalho. Sua voz é um instrumento a mais na concepção da música que faz e ao mesmo tempo é o elemento mais importante para interpretação dos temas e compositores que escolhe para trabalhar, propiciando uma interatividade musical e uma simbiose em cena raramente vista em cantoras brasileiras contemporâneas.

Nascida em Vila Velha, quando adolescente foi viver na América Central. De volta ao Brasil, fixou residência em Brasília por quase 15 anos. Com discos lançados e o terceiro em fase de elaboração, Ava Araujo iniciou sua trajetória nos anos noventa com aulas de violão popular pelo renomado professor Everaldo Pinheiro, integrante da banda que acompanhou Johnny Alf por muitos anos. Na Escola de Música do Espírito santo – ligada ao Conservatório de Música do Rio de Janeiro, cursou canto popular e teoria musical e participou de vários outros cursos, workshops e oficinas de canto e música brasileira na EM&T e UVV – Universidade de Vila Velha, no Espírito Santo e Escola de Música de Brasília. Trabalhou com músicos renomados como Cliff Korman, Filó Machado, Guinga. (do BLOG da cantora)


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OS MUTANTES – o deboche da aldeia que virou universal

(brincando com Tolstoi)

Em 1966, na cidade de São Paulo, os dois filhos de pianista erudita, Arnaldo e Sérgio uniram-se à filha de americanos Rita Lee Jones e formaram a banda Os Mutantes. Poderiam ser mais um grupo de iê-iê-iê (nome pelo qual se denominava, no Brasil a música jovem baseada no rock de então, que tinha como estrela principal Roberto Carlos).
Não o foram, pelo atrevimento, formação musical do trio e seu interesse pelas tendências do rock da época, notadamente pela nova sonoridade dos Beatles, que havia sido demonstrada no disco Revolver (1966) que associava outros instrumentos às guitarras, bateria e baixo elétrico, além das experiências dos arranjos que misturavam recortes de outras músicas, dissonâncias e música erudita, sob o comando no maestro George Martin.
No Brasil, coube a Rogério Duprat introduzir formalmente esses elementos ao assumir os arranjos das músicas do movimento Tropicalista, conferindo-lhe a modernidade proposta por seus integrantes (especialmente Caetano Veloso e Gilberto Gil). A proposta juntava a música popular brasileira – seus instrumentos e temas – aos arranjos modernos que continham o rock, à distorção de instrumentos e vozes, a música eletroacústica e elementos essenciais da música erudita, particularmente da música concreta.
Os Mutantes enquadraram-se perfeitamente, inicialmente como coadjuvantes, acompanhando de modo significativo Domingo no Parque (Gilberto Gil, 1967) e em 1968 participando do disco Tropicália com a bela Panis et Circensis, também de Gil.

Os três eram multi-instrumentistas, possuíam, portanto, a versatilidade da execução e estavam completamente envolvidos com a cultura pop de então. Fizeram sucesso junto ao público jovem em suas partciapações nos concorridos festivais de música, o que fez com que rapidamente foram contratados pela gravadora Polydor e iniciaram carreira própria, lançando 5 álbuns entre 1968 e 1972. Seus discos mantiveram os elementos fundamentais da Tropicália, assegurados pela presença de Rogério Duprat, nos arranjos, realçando as composições próprias, e de compositores menos famosos do movimento, como Tom Zé, com a bem-humorada moda 2001.
Em 1974 Rita Lee deixa o grupo, para seguir carreira própria, com estilo bem-humorado, mas consolidando carreira de cantora e compositora pop-rock de sucesso entre 1975 e começo dos anos 1980. Arnaldo Batista deixou o grupo para instável e quase incógnita carreira solo, mantendo consigo características de letras e músicas que remetiam à produção anterior da banda, reafirmando seu papel central no trabalho da banda.
Os Mutantes prosseguiram liderados por Sérgio (exímio guitarrista), enveredando-se pelo caminho do rock progressivo, sem qualquer repercussão.
Claramente o contato com o grupo da Tropicália, e fundamentalmente com Rogério Duprat, deu a cara e a consistência aos projetos que o grupo desenvolvia. A receita não poderia mais se repetir.
Com vida curta, contudo, o grupo foi capaz de consolidar influências que se manifestam com clareza nas novas bandas que perseguem hoje o chamado som psicodélico. Como poucas bandas no mundo, e a única fora do eixo EUA e Inglaterra, os Mutantes seguiram à risca o conceito consolidado pelos Beatles: rock, música erudita, distorções, arranjos insólitos de voz e instrumentos, poesia engajada e debochada, e a essencial dose de música do país de origem: a riquíssima Música Popular Brasileira. Tornaram-se universais.

Embora de baixa qualidade, vale à pena assisitr a apresenção de 2001 no IV Festival da Música Popular Brasileira de 1968, com Gilberto Gil no acordeon.

Para ouvir mais Rogério Duprat e Mutantes pode-se buscar nos sites aí do lado (Loronix e Um que tenha).

PIANO DUO

O Duo é a realização de um projeto pianístico de Carlos Roberto de Oliveira e Eva Gomyde que procura explorar toda a potencialidade melódica, harmônica, rítmica, percussiva e também orquestral que o piano proporciona.
O trabalho é dirigido no sentido de tirar proveito da riqueza da Musica Popular Brasileira, que, com toda a sua diversidade, proporciona arranjos elaborados pelos próprios pianistas com os mais variados matizes sonoros, que o Duo procura ressaltar.
Entre os compositores brasileiros destacam-se temas de Tom Jobim, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Dom Salvador, Ivan Lins, etc, como também temas dos próprios pianistas.
Quanto à execução, as suas formações clássica e jazzística lhes permitem desenvolver um trabalho musical na busca de um aprimoramento da sonoridade e da dinâmica pianística.
Trabalho inédito no Brasil, esse Duo de pianos representa um desafio aos artistas na medida em que as mais variadas dificuldades tem que ser superadas, passando pela realização dos arranjos com roupagem moderna até a disponibilidade de salas que acomodem os instrumentos.
Para comprar Maritaca Discos

http://www.pianoduo.com.br

Terreiro Grande

O Terreiro Grande é formado por jovens músicos da Zona Leste da cidade de São Paulo, que se conheceram em situações diversas, mas cujos bairros ou municípios origem, praticamente indicam as paradas da linha de trem que ruma para o extremo desta região, a mais populosa da cidade. Com traços típicos da mistura paulistana, do nordestino, negro, ao imigrante italiano, sempre tiveram como afinidade musical o samba e a partir daí inciaram um trabalho de pesquisa para cantar sambas esquecidos, de compositores igualmente esquecidos. Assim se definem em seu blog :”Terreiro é a grande reunião de sambistas, poetas, ritmistas, vagabundos, bêbabos, compositores, trabalhadores, músicos e tanta gente boa que circula entre nós”.
Com desconstração mas com seriedade e respeito, realizam um trabalho de pesquisa e resgate de sambas esquecidos criados por compositores importantes e tão esquecidos quanto, cujo trabalho merece ser relembrado.

Roda de Samba com Terreiro e Cristina em Paquetá, Rio de Janeiro – Diretor de Harmonia (Xangô da Mangueira e Jorge Zagaia)

Nessa perspectiva, realizaram shows, por exemplo, com a obra de Paulo da Portela (1901-1949) e em seu mais recente trabalho dedicaram a obra do carioca Candeia (Antônio Candeia Filho-1931-1978), um dos maiores compositores de samba da história.
Cristina Buarque de Hollanda, tradicionalmente ligada a projetos de pesquisa do samba, cantora e portelense de primeira, participou desse projeto, cantando e atuando decisivamente na sua divulgação. De choro aos tradicionais sambas de terreiro, a obra de Candeia é percorrida, sem que, para isso, seus sambas mais conhecidos sejam repetidos.
As apresentações geraram um documentário de Zeca Ferreira cujas primeiras sessões acontecerão durante a primeira edição no Brasil do Festival Internacional de Documentários Musicais – IN-EDIT Brasil.
São Paulo
30.06.09 – 14:00h – MIS
01.07.09 – 14.00h – HSBC Belas Artes
02.07.09 – 17.00h – Olido
Rio de Janeiro
12.07.09 – 19.00h – Cine Santa Teresa
Abaixo Cristina Buarque e o Terreiro (todos cantam):
Renato Martins (agogô ), Edinho (cavaquinho ), Roberto Didio (surdo ), Lelo (violão ), Luizinho (pandeiro ), Eri (caixa De fósforo ), Tuco (cavaquinho ), Jorge (tamborim ), Boca (voz), Wilson Miséria (prato e Faca ), Neco (reco-reco), Pereira (tamborim ), Careca (tamborim ), Cardoso (violão ), Alfredo Castro (cuíca ), Marcelo Cabeça (garrafa)

Barracão de Madeira (Colher)

Quem é Fábio Cadore?

Recebi a divulgação de um show deste cantor, dentro do Projeto Onde estão Eles, no SESC – Pinheiros em São Paulo (16/07 às 20h). O projeto dedica-se a apresentar as novas vozes masculinas da Música Popular Brasileira, em contraposição ao mito de que o Basil é um país só de grandes cantoras.
O projeto é bastante interessante, e permitirá conhecer algumas vozes paulistas. Como a deste cantor e compositor. que me surpreendeu, claro, pela voz e pelas composições. Vale assistir o vídeo abaixo em que Fabio fala sobre seu trabalho.

Para ouvir e conhecer mais de seu repertório, vale visitar o site do cantor