Arquivo para agosto \26\UTC 2009

BRASIL DA SANFONA

Estréia nesta 6a. 28, em São Paulo o filme O milagre de Santa Luzia, dirigido por Sérgio Roizemblit. Trata-se de um documentário sobre o acordeon e sua importância para a música brasileira. O filme percorre o país de norte a sul, apresentando as variaçoes do instrumento, contando com a participação de nomes com Dominguinhos, Sivuca, Arlindo dos 8 Baixos, Camarão, Genaro, Pinto do Acordeon, Joquinha Gonzaga, Dino Rocha, Elias Filho, Gabriel Levy (2), Toninho Ferraguti, Mário Zan, Osvaldinho do Acordeon, Renato Borghetti, Gilberto Monteiro. O nome escolhido é uma homenagem à data de nascimento do maior sanfoneiro de todos os tempos: o pernambucano Luiz Gonzaga.

O instrumento com nomes e formas diferenciadas, conforme a região, é identificado com o interior do país, desde o sertão nordestino ao pantanal e as terras gaúchas e sua cultura, sendo particularmente associado à vida do vaqueiro ou do boiadeiro, algo percebido pelas indumentárias de seus intérpretes tradicionais e na temática de suas canções.

Conduzido por Dominguinhos,  o filme além de demonstrar a presença e a importância do instrumento, permite o contato com os variados gêneros musicais existentes no país, das toadas que não se resolvem da música  nordestina aos rasqueados e vaneiras do sul.

Fun*key – o funk da Sardenha

Fun*Key é um movimento criador e promotor da cultura funk. A inscrição no clube é gratuita, basta enviar o próprio groove num envelope lacrado para a FIFA (Federação Italiana Funk Acrobático).
Formalmente somos um grupo e nossa música é sustentada por três pilares:
o primeiro é uma antiga e sólida amizade, o segundo é o amor à funkadelia assim com foi revelada e difundida  pelo próprio George “Dr. Funkenstein” Clinton e pela P-Funk All-Stars enquanto o terceiro é a vontade de difundir os dois primeiros pontos para invadir a mente de quem escuta e envolver o maior número de pessoas possível.

Sabemos bem o que queremos: ser únicos, muito e unicamente funkadelics. Como um time de basquete vamos em frente driblando e passando a bola até a tabela da forma mais espetacular possível. Não importa.

Somos heróis, super-heróis de verdade e este texto deve tê-lo demonstrado.

Espalhamos groove por onde andamos e deixamos o funk  acontecer tranqüilamente de muto bom grado o fazemos para depois despertamos o funk em quem já é funky e não sabe, ou seja,  praticamente todos.

Gostamos de aparecer e sermos presunçosos. Gostamos de espalhar merda e balançar a cabeça sob um ritmo. Gueto, gueto, gueto.

O nosso sonho e único limite é não ter limite. Infelizmente não somos negros. Aqui na Itália não somos criados para chamar o outro de irmão. A religião, a música, a arte, o sofrimento, nada ajudou.

Mas um dia recebemos o chamado do groove e todos nós respondemos: STAN-G, UELE, FUNKY ‘DU, DJ FUNKEE, FEEL HIP-HOP & MORIS:
juntos somos a <a href=”http://www.myspace.com/funkeys”>FUN*KEY</a>.

Defendemos a terra das forças obscuras e da imobilidade. Cremos no funk e pelo funk tocamos sobre o planeta Terra. Chaves nascidas para levar o sorriso através da diversão e a diversão através do funk.

Como grupo nascemos em 17 de setembro de 1999, antecipando um pouco o nascimento do novo milênio. A nossa música é aquele gênero funk’n’roll que não abaixa a cabeça frente a nada e ninguém: uma mistura explosiva de rock, alma & hip-hop! Além de tocar constantemente por toda a Sardenha, já tocamos em vários lugares do mundo.

RODA DE SAMBA – PEDRA DO SAL

No século XVII, baianos se instalaram no que é hoje o bairro da Saúde no Rio de Janeiro, próximo ao porto, e no entorno da Pedra da Prainha, hoje conhecida como Pedra do Sal.
Os pretos escravos e forros se instalaram na região, então à beira-mar, trazendo sua cultura, criando um núcleo em cujos quintais ocorreram as primeiras festas onde se cantou o samba. Nos degraus esculpidos na rocha aos pés do Morro da Conceição, nos botecos, nos trapiches, encontravam-se Donga, Pixinguinha, João da Baiana, Heitor dos Prazeres, e outros nomes ligados ao surgimento do samba.
Com tanta história, quatro séculos depois o local abençoa mais uma roda-de-samba no Rio de Janeiro, criada, há dois anos, por iniciativa do grupo de samba Batuque na Cozinha.
Entre oito e dez músicos interpretam sambas representativos, dos principais compositores do gênero, com direito a um set de sambas de roda e chulas baianos, como pode ser visto nos vídeos abaixo.

A sonorização que atende apenas aos instrumentos impõe ao público a aproximação da roda, para ouvir as músicas e dançá-las, criando o clima necessário para esse tipo de encontro.
A roda acontece todas as 2as. Feiras, a partir das 19:00 no Largo João da Baiana, aos pés da pedra do Sal. Às 4as. no mesmo horário ocorre a Roda de Samba na Fonte, dedicada a sambas inéditos, como já publiquei aqui e em inglês.

Boneca (chula domínio público)

Acreditar (Dona Ivone Lara) e Senhora Tentação (Silas de Oliveira)

ROBERTO MENDES – a Bahia bem além do chiclete

Roberto Mendes nasceu em Santo Amaro e é um excelente compositor e violonista brasileiro. É grande conhecedor da chula que é um ritmo característico do Recôncavo Baiano, uma espécie de samba de roda, que se tornou mais conhecido no Brasil através de algumas gravações de santamarenses famosos, como Caetano e Bethânia, e mais recentemente com Carlinhos Brown. Algumas chulas, inclusive, têm sido tocadas em rodas de samba no Rio de Janeiro, como é o caso da Roda de Samba da Pedra do Sal, que será objeto de um post em breve.
Sobre o violonista e compositor Maria Bethânia escreveu (cf. Dicionário Cravo Albin):”Roberto Mendes, certamente um músico fora do comum, extraordinário, apegado e apaixonado pela sua gente, sua terra, sua água tão limpa e única, e tão apodrecida hoje com a desculpa do progresso. Progresso miserável matando seus rios, peixes, mariscos… Progresso de chumbo que corrói o solo bendito de tantos canaviais. Ao inferno todos os perversos que iludiram e iludem a “cidade e o rio”, donos dos sons e sabores que aqui na música única de Roberto sente-se, respira-se e saboreia-se. Uma foto do Brasil real, não o virtual e inútil, na nossa cara, entrando pelas narinas, poros e goelas. O “auxílio luxuoso” dos mestres (Guinga, Lenine, Alcione, Pedro Luís e Marco Pereira) que aqui vieram, reafirmam o que digo, penso, choro e com que me delicio. A música ainda pode nos salvar de todo o mal. Bravo e obrigada, Roberto!”
Mais sobre Roberto.

TERREIRO DE BREQUE

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O Terreiro de Breque é uma confraria de boêmios inveterados, reunidos para tocar e cantar o samba, especialmente em seus matizes menos explorados, como o samba de terreiro, o samba-de-breque e o sincopado. O grupo costuma se reunir ao ar livre ou em qualquer botequim genuíno, pela hora da madrugada carioca. No repertório, sambas inéditos, muito lado B dos compositores mais famosos e músicas de autores menos conhecidos.
O grupo é composto por: Fernanda Magali (voz), Zeh Gustavo (voz),
Renan Sardinha (violão), Fernando Palhaço (cavaquinho e voz),
André Batata (percussão) e Julio Domecq (percussão)
O Terreiro tem marcado presença ainda em rodas quinzenais no Bilhar Guanabara, tradicional reduto boêmio carioca, localizado na Praça Tiradentes, como acontecerá neste sábado 15/08 às 21 h – R. Pedro I, 7 – sem couvert.

EDUARDO GUEDES TRIO

Já publiquei aqui material sobre o guitarrista Eduardo Guedes que se apresenta nesta 6a. na Cinemathèque (Projeto Sexta no Jardim). Segue uma entrevista concedida ao blog do projeto.
SnJ: Fale um pouco da sua maneira de tocar. Você compõe? Como você constrói seus improvisos?
Eduardo: Sempre procurei tocar de uma forma espontânea, procurando motivos melódicos e climas diferentes. Quando vou improvisar procuro não me prender a paradigmas teóricos, mas sim a alguma idéia interessante. Fazer arte é fundamental!
Eu componho sim, mas ainda não coloquei nenhuma das minhas músicas neste trabalho de trio de jazz, isto porque a maioria das músicas que faço não são deste estilo.
SnJ: Como é seu processo de estudo?
EG: Bem, meu estudo é mais dedicado à improvisação propriamente dita. Eu divido minhas “tarefas de estudo” em dois grupos principais.
São eles:
1- Estudo da técnica: é onde procuro me exercitar de modo que eu esteja preparado para tocar com espontaneidade uma idéia musical sem me ver tolhido por algum tipo de limitação técnica. Não estudo técnica para decorar algo e fazer com velocidade, estudo técnica para ter fluência no instrumento.
2- Estudo sobre situações harmônicas: é onde procuro dominar o máximo de situações harmônicas em qualquer tonalidade. O importante não é decorar uma frase para determinados acordes, mas sim ter a capacidade de criar frases, ou motivos simples, de maneira espontânea para situações harmônicas diversificadas.
…e, claro, que tem uma intersecção nisso, aí é que é a questão do estudo sobre ritmos que está envolvido nos dois cenários.
SnJ: Quais são as vantagens e desvantagens de tocar em trio?
EG: Não vejo desvantagem alguma em tocar de trio (guitarra, baixo e bateria). Só vejo vantagens, pois é uma formação onde o guitarrista fica livre para criar frases e substituir caminhos harmônicos, usar e abusar da dinâmica sem a ditadura dos acordes de 10 notas que te obrigam a seguir argumentos que não eram os que você pretendia. O “bate bola” com o baixo acústico e a bateria muito bem tocados como o Paulo Diniz e o Fábio Cavalieri o fazem é algo muito especial para mim.

SnJ: Fale um pouco da sua maneira de tocar. Você compõe? Como você constrói seus improvisos?
Eduardo: Sempre procurei tocar de uma forma espontânea, procurando motivos melódicos e climas diferentes. Quando vou improvisar procuro não me prender a paradigmas teóricos, mas sim a alguma idéia interessante. Fazer arte é fundamental!
Eu componho sim, mas ainda não coloquei nenhuma das minhas músicas neste trabalho de trio de jazz, isto porque a maioria das músicas que faço não são deste estilo.

SnJ: Como é seu processo de estudo?
EG: Bem, meu estudo é mais dedicado à improvisação propriamente dita. Eu divido minhas “tarefas de estudo” em dois grupos principais.
São eles:
1- Estudo da técnica: é onde procuro me exercitar de modo que eu esteja preparado para tocar com espontaneidade uma idéia musical sem me ver tolhido por algum tipo de limitação técnica. Não estudo técnica para decorar algo e fazer com velocidade, estudo técnica para ter fluência no instrumento.
2- Estudo sobre situações harmônicas: é onde procuro dominar o máximo de situações harmônicas em qualquer tonalidade. O importante não é decorar uma frase para determinados acordes, mas sim ter a capacidade de criar frases, ou motivos simples, de maneira espontânea para situações harmônicas diversificadas.
…e claro que tem uma intercecção nisso, aí é que é a questão do estudo sobre ritmos que está envolvido nos dois cenários.

SnJ: Quais são as vantagens e desvantagens de tocar em trio?
EG: Não vejo desvantagem alguma em tocar de trio (guitarra, baixo e bateria). Só vejo vantagens, pois é uma formação onde o guitarrista fica livre para criar frases e substituir caminhos harmônicos, usar e abusar da dinâmica sem a ditadura dos acordes de 10 notas que te obrigam a seguir argumentos que não eram os que você pretendia. O “bate bola” com o baixo acustico e a bateria muito bem tocados como o Paulo Diniz e o Fábio Cavalieri o fazem é algo muito especial para mim.

TATIANA PARRA


Tatiana Parra é uma paulistana de 27 anos de idade que vem divulgando com especial carinho a produção de jovens músicos do Brasil. Nomes da nova geração como Dani Black, Dani Gurgel, Demétrius Lulo, Giana Viscardi, Luciana Alves, Pedro Altério, Thais Nicodemo, Tó Brandileone e Verônica Ferriani já participaram de seus shows.
Dona de uma voz cristalina, afinação perfeita, presença de palco encantadora e sólida formação musical, Tatiana começou a carreira aos cinco anos, cantando peças publicitárias em diversos estúdios de São Paulo. Gravava jingles e CDs infantis com Hélio Ziskind enquanto seguia nos estudos de piano erudito, tendo chegado a ser premiada em concursos na adolescência. Em 2003, integrou o grupo do violonista e compositor Chico Pinheiro, com quem realizou turnês anuais, tendo participado ainda do segundo disco do artista, Tocador de Violão; apresentou-se, com esse trabalho, acompanhada pela Orquestra Jazz Sinfônica, além de ter participado dos programas Ensaio, Bem Brasil e Radiola, exibidos pela TV Cultura, além do Som Brasil, pela Rede Globo. Sua voz pode ser ouvida ainda em CDs de Theo de Barros, Flávio Henrique, Fábio Torres e Zeli, além dos projetos fonográficos Sobras Repletas, em homenagem a Maurício Tapajós, e Manuscrito Sonoro, de Hermínio Bello de Carvalho.
Versátil, ela participou, também, de espetáculos teatrais (Cazas de Cazuza, em 2000; Em cena, Ações, em 2005; Brechtianas, em 2006) e de shows de artistas como Dante Ozzetti, Toquinho, Rita Lee e da cubana Omara Portuondo, do Buena Vista Social Club. Atuou ainda, com André Mehmari, em um recital voltado para a interpretação de música barroca com instrumentos de época, ao lado do cellista Dimous Goudarolis, em 2006. Em 2007, interpretou canções em homenagem a Elisete Cardoso no programa Mosaicos, exibido pela TV Cultura.
Em agosto do mesmo ano, realizou seu primeiro show solo, com direção musical de André Mehmari. Em fevereiro de 2008 participou das comemorações dos 30 anos do Projeto Pixinguinha, juntamente com André Mehmari e Ivan Lins, tendo se apresentado em 4 capitais nordestinas e Rio de Janeiro. Participou ainda da Virada Cultural Paulistana, em abril, integrando o “Palco das meninas”, bem como da Virada Cultural Paulista, nas cidades de Araraquara e Franca.
Seu interesse pela música latina vem estreitando seus laços com artistas da Argentina, Uruguai, Chile, Veneluela, Peru, Colômbia, México, Cuba, entre outros. Apresentou-se em algumas das principais casas de shows de Buenos Aires, como “Club Lounge” – onde dividiu palco com o Aca Seca Trio -, e “Notorius”. Participou do Festival de Jazz de Mercedes, Uruguai edições de 2008 e 2009) e no Festival de La Plata (Argentina, 2008).
HOJE EM SÃO PAULO Ao Vivo Music – 12/8 – 21 H: Tatiana Parra & Andrés Beeuwsaert & Conrado detalhes em http://www.myspace.com/tatianaparra