Arquivo para julho \30\UTC 2009

NAILOR PROVETA E SEU BRASILEIRO SAXOFONE

O saxofonista Nailor Proveta lança seu segundo disco solo, “Brasileiro Saxofone”, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, dia 2 de agosto (domingo), às 19h. A apresentação é uma homenagem do músico ao instrumento, seu fiel parceiro há mais de 30 anos. O projeto “Brasileiro Saxofone” tem patrocínio da Petrobras.

O repertório do show é baseado nas músicas do recém-lançado CD, selecionadas entre os mais variados gêneros. O choro marca presença com Pixinguinha (“Quem é você?”) e Ratinho (“Saxofone, por que choras?”). Já o jazz aparece com “Stanats”, uma homenagem de Moacir Santos a outro mestre, Stan Getz. As bandas e coretos estão representadas com “Ternura”, de K-Ximbinho, e a música de câmara com “Choro e divertimento”, do próprio Proveta. Neste “Brasileiro Saxofone”, até uma valsa comparece: “Caminho da saudade”, de Radamés Gnattali.

Sem dúvida, o sax será a grande estrela da noite, porém, por seu caráter harmônico, não ofuscará os demais convidados: o piano de Cristovão Bastos; o violão 7 cordas de Maurício Carrilho; o violão de Paulo Aragão; o cavaquinho de Luciana Rabello; o pandeiro de Marcus Thadeu dos Santos; a flauta de Naomi Kumamoto; e os demais colegas clarinete e clarone, que serão executados por Pedro Paes e Rui Alvim, que tocarão também saxofone, apoiando o anfitrião Nailor Proveta.

Com mais de 30 anos de carreira, Nailor Proveta é figura de destaque no cenário da música instrumental brasileira. Integrante e fundador da Banda Mantiqueira, compositor e arranjador, além de instrumentista, esteve envolvido em muitos dos melhores e mais relevantes projetos musicais das últimas décadas.

Proveta começou na banda municipal de Leme (SP), onde nasceu. Aos 16 anos, já em São Paulo, integrou a orquestra do maestro Sylvio Mazzuca. Depois, liderou a Banda Aquarius e o grupo Sambop Brass, e dividiu o palco com artistas como Natalie Cole e Benny Carter, além de ter seguido em turnês com a orquestra de Ray Connif.

Até hoje, Proveta é um dos clarinetistas mais requisitados do país, mas tem com o saxofone um caso de amor, aliado a um interesse quase científico, expresso através da pesquisa minuciosa de timbres e sonoridades dessa família de instrumentos.

No site http://www.brasileirosaxofone.com duas músicas extras e inéditas estão disponíveis para download gratuito: “Oboé com alcatra” (Proveta e Mauricio Carrilho) e “Riscador (jongo)” – 2º movimento da suíte “Três oferendas” (Pedro Paes); assim como fotos, informações sobre o trabalho e agenda de shows.

SERVIÇO: BRASILEIRO SAXOFONE
Local: Auditório do Ibirapuera – São Paulo
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral s/no – Portão 2 – Tel: (11) 3629-1075
Data: 2 de agosto (domingo), às 19h
Preço: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada)
Classificação: Livre

Meia Entrada:
– Estudantes: apresentar na entrada Carteira de Identidade Estudantil.
– Professores da Rede Estadual, Aposentados e Idosos acima de 60 anos: apresentar RG e comprovante.
– Menores de 12 anos, acompanhados pelos pais, têm direito a 50% de desconto do valor da inteira, quando Censura Livre.

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OLÍVIA

Cantora, compositora e produtora musical, a paulistana Olivia tem em sua formação piano e canto eruditos, jazz, música oriental, rock, música brasileira. A combinação de todos estes elementos resultou num estilo eclético e ousado, presente em toda sua trajetória.
Assim, em seu disco de estréia (Olivia, 2000) e também em seu segundo CD (Perto, 2003) ela já apresentava sua forte personalidade musical, resultado bem dosado de suas várias influências, saldo favorável de todo seu ecletismo. Há ousadia em seu estilo de compor e de cantar. Não repetindo fórmulas, Olivia trilha novos caminhos, e seu amor pela música mostra-se com clareza em suas interpretações singulares.

Para consolidar a forte influência do jazz e da bossa nova, Olivia apresentou o projeto “Jazzy Stuff”, composto por dois CDs (2por2 e 12), lançados em 2004 e 2005 no Brasil, Japão e Espanha. No repertório, clássicos do jazz, bossa e rock, em versões inusitadas, com arranjos sofisticados para sua voz emocionante e envolvente.
Em seu quinto CD ( Full Bloom, 2007) a artista assinou novamente a produção musical, no estilo folk-rock, usando a tecnologia como parceira na aproximação entre a cantora e o compositor radicado no Texas, Frank Krischman.

“Só a musica faz” (Elefante-d – Tratore) é o sétimo da carreira e o terceiro registro autoral em CD de Olivia, e isso é um ótimo sinal. Pois confirma a expectativa de que alguns artistas independentes conseguem manter-se ativos e além disso, fazer música de boa qualidade. Alheio aos modismos e sucessos propositadamente fabricados que entopem a grande mídia, “Só a música faz” é a artista em seu compromisso firmado com sua própria estética musical. Este trabalho nos traz o registro de compositores pouco conhecidos do grande público como: Ligia Kas, José Luis Marmou, Monalisa Lins e a própria cantora, que abriu mão de regravar compositores consagrados da nossa música. Nada contra, obviamente, mas uma opção condizente com sua própria trajetória que começou em disco em 2000 com trabalho homônimo inteiramente autoral e prosseguiu em 2003 no álbum “Perto”, trazendo também composições inéditas, suas e de Paulo Preto, seu parceiro desde o primeiro CD.
Com linguagem moderna, marcado pela mistura de estilos e tendências, seu novo trabalho apresenta uma sonoridade tão singular quanto sua voz.

Em “Só a música faz” Olivia caminha por baladas, folk e rock, passeando também por ritmos brasileiros; traz harmonias bem elaboradas e belas melodias para cantar versos delicados e marcantes como em “Ausência”: “esse réptil silêncio que rasteja entre as poucas palavras ao chão e um suposto afeto sem perdão”.

Assim, este CD retrata a artista num momento especial de sua carreira. Com melodias agradáveis, letras singelas e produção refinada. Olivia, mais do que uma cantora da nova geração, revela-se artista.
(divulgação)
Para ouvir e contatos: Myspace e www.reverbnation.com/olivia

PENSAMENTO DO DIA – Músicos e OMB

Em 1978 Elis Regina estava no auge de sua carreira, afirmando-se como a cantora brasileira mais reconhecida internacionalmente, naquele momento. Ao mesmo tempo em que adquiria esse reconhecimento, Elis sempre posicionou-se ativamente na defesa dos direitos dos músicos em confronto com o “cartório” da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB). Neste vídeo, trecho de entrevista no programa Vox Populi (TV Cultura SP e TVE), Elis responde à pergunta do presidente da entidade, Wilson Sandoli, com coerência e precisão. O programa como um todo é uma aula de atitude profissional da cantora e está postado em partes no YouTube. 30 anos após, a OMB continua a mesma e Elis Regina, mesmo morta, é atual.

PIANO DUO

O Duo é a realização de um projeto pianístico de Carlos Roberto de Oliveira e Eva Gomyde que procura explorar toda a potencialidade melódica, harmônica, rítmica, percussiva e também orquestral que o piano proporciona.
O trabalho é dirigido no sentido de tirar proveito da riqueza da Musica Popular Brasileira, que, com toda a sua diversidade, proporciona arranjos elaborados pelos próprios pianistas com os mais variados matizes sonoros, que o Duo procura ressaltar.
Entre os compositores brasileiros destacam-se temas de Tom Jobim, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Dom Salvador, Ivan Lins, etc, como também temas dos próprios pianistas.
Quanto à execução, as suas formações clássica e jazzística lhes permitem desenvolver um trabalho musical na busca de um aprimoramento da sonoridade e da dinâmica pianística.
Trabalho inédito no Brasil, esse Duo de pianos representa um desafio aos artistas na medida em que as mais variadas dificuldades tem que ser superadas, passando pela realização dos arranjos com roupagem moderna até a disponibilidade de salas que acomodem os instrumentos.
Para comprar Maritaca Discos

http://www.pianoduo.com.br

PENSAMENTO DO DIA: propriedade intelectual

Importante reflexão do Projeto Axial, sobre a liberdade e o direito do artista de dispor sua obra como bem entender. A discussão pode ser encontrada no blog do grupo.

foto: Edu Marin Kessedijian

foto: Edu Marin Kessedijian


“A circulação de idéias aumenta em velocidade e quantidade.
Cada vez menos se tolera o direito à exploração financeira destas idéias ou dos meios de intercambio das mesmas. Qualquer empecilho é visto como um anti-catalizador destes processos. Conceitos antiquados como os implícitos na propriedade intelectual passam a ser cada vez mais postos a prova. E quanto mais ampla é a aplicação destes conceitos na realidade do mundo, mais eles se revelam imperfeitos e insuficientes. Mais eles se revelam subservientes de interesses de uma minoria em detrimento de um coletivo maior.” do fórum do blog do Projeto Axial

FREVO – COMO O DIABO GOSTA!

CD

CD

O frevo surgiu em Recife no final do século XIX, a partir da associação da música a dança. Músicos oriundos de bandas marciais formaram bandas populares que desfilavam em eventos religiosos ou não. Capoeiristas iam à frente abrindo alas para os músicos ou enfrentando as agremiações rivais, como ocorria também nas festas e desfiles no Rio de Janeiro e na Bahia. Os passos da luta se transformavam em passos de dança, para disfarçar as intenções diante da polícia. assim como o guarda-chuvas eram usados como arma. Dessa forma formou-se o conjunto básico do frevo, dançarinos à frente da banda, com passos elásticos e acrobacias, portando sombrinhas coloridas, seguidos por uma multidão dançando empolgada.
Por sua própria necessidade, a composição de um frevo nasce junto com a orquestração, com melodia fortemente sincopada, ao contrário do ritmo que possui poucas síncopes nas partes graves.
Embora seja essencialmente carnavalesco e pressuponha o desfile de rua, o frevo é também executado em salões, com andamento mais lento. Os grandes mestres Capiba e Nelson Ferreira, dentre tantos, compuseram frevos que fizeram sucesso em todo o Brasil, disseminando o gênero que foi explorado por compositores como Tom Jobim, Chico Buarque e Caetano Veloso, e sendo interpretado por diversos cantores, como Aracy de Almeida.
Ainda assim, o frevo tem pouca presença nas demais regiões do país. Ano a ano, tanto quanto cresce o carnaval de rua carioca, pela riqueza das orquestrações e pela beleza das músicas tem aumentado a execução de frevos. Um fato relevante e associado à presença, cada vez maior, de orquestras com naipes de metais e percussão (brass-bands) que capitaneiam desfiles de blocos pelas ruas cariocas.
Não é estranho portanto que, no Rio de Janeiro tenha surgido a primeira orquestra de frevo fora de Pernambuco: a Frevo Diabo.
A orquestra é liderada por Daniel Marques, carioca, e Armando Lobo, pernambucano, e conta com Daniel Marques (guitarra/violão), Armando Lobo (voz), Fred Castilho (bateria), Fernando Silva (baixo), Leandro Soares (trompete), Julio Braga e Bernardo Aguiar (percussão), Julio Merlino e Alexandre Bittencourt (sax) e Gilmar Ferreira (trombone).
A formação garante a sonoridade da orquestra e também traz elementos modernos, evidenciados nos arranjos e nas composições do grupo, que poderá ser contatado no primeiro álbum lançado pela Delira Music, que tem nome da orquestra, que é homenagem a um frevo composto por Edu Lobo e Chico Buarque.
São sete músicas de compositores tradicionais como Capiba (Chapéu de Sol Aberto), Levino Ferreira, o maior compositor de frevos-de-rua (Último dia); nomes ligados à MPB como Chico Buarque e Edu Lobo, Não existe pecado ao Sul do Equador (com Rui Guerra), a já citada Frevo Diabo, o frevo-canção Cordão da Saideira e Guinga de quem gravaram Henriquieto. O disco abre com a composição de Armando Lobo Frevo Guarani e se encerra com dois frevos: Enquanto existe Carnaval (Thiago Amud) e a jazzística Carnaval de Perneta (Daniel Marques).
Os arranjos respeitam os elementos tradicionais, introduzindo elementos modernos, muitos já presentes nas ruas do Recife, nos arranjos, quebrando uma certa lógica do gênero. Acordes dissonantes apresentam-se proporcionando uma presença diferente dos metais, o que, no entanto, não altera a natureza dançante do gênero.
A última faixa, definida com jazzística, remete em riqueza musical ao Frevo de autoria de Egberto Gismonti. Com a presença luxuosa de Nicolas Krassik ao violino, a orquestra navega pela música, como se a cada onda um instrumento, ou seção, assumisse o comando em meio à calmaria. O frevo segue normalmente, enquanto os instrumentos em seu solo desenham melodias paralelas, que se reencontram e retomam a melodia original. A alma continua ali, pronta para dançar.
Para comprar: Delira Music ou, claro, nas boas casas do ramo.
ouça aqui

RODA DE SAMBA: RUA DO OUVIDOR

Nada como uma roda de samba entre amigos para aglutinar pessoas que gostam do gênero. Se estes amigos priorizam em seu repertório as composiçoes esquecidas de compositores antigos ou até desconhecidos, essa roda vira referência e faz história.
É o caso do Samba da Rua Ouvidor, roda que acontece sábado sim, sábado não, na rua do mesmo nome, no centro do Rio de Janeiro. Em frente à livraria Folha Seca, o grupo liderado por Gabriel Cavalcante, começou um encontro despretencioso.
Rapidamente a fama se espalhou e nomes como Moacyr Luz, Aldir Blanc, estiveram presentes, sempre com o grupo garantindo a qualidade dos sambas cantados.
O público lota a rua estreita e esgota os estoques dos bares e colabora quando o chapéu passa. O segredo é o de sempre: o bom samba e nada mais. O próximo acontece no dia 25/07 a partir das 15:00 h e vai até as 19:00.