Arquivo para junho \30\UTC 2009

Como gostamos de funk


Surgido há 10 anos juntos na periferia de São Paulo, dez músicos formaram o Funk Como Le Gusta, com uma aplicada formação musical dedicada ao Funk, ao Samba-Soul e aos ritmos latinos e populares.
A trajetória tem sido marcante, sendo mágicos os encontros criados pela banda e seus ilustres convidados. Inesquecíveis foram as participações especiais de Jorge Benjor, Elza Soares, Gerson King Combo, Fernanda Abreu, Thaíde, DJ Marky, Sandra de Sá, Maria Alcina, Marcelo D2, Seu Jorge e muitos outros. Continue lendo

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Michael Jackson: não há uma segunda chance contra a morte

(adaptação do verso de Thriller: there aint no second chance against the thing with forty eyes)

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A morte de Michael Jackson, no último dia 25, sobrepôs-se a qualquer outro evento. Apostemos que durante a final, Brasil x EUA, da Copa das Confederações, disputada na África do Sul será dedicado um minuto de silêncio ao americano
Do ponto de vista estritamente musical, Michael Jackson deixa pouca contribuição, uma vez que é produto de um processo mais amplo, registrado em especial pela gravadora Motown, de uma música americana negra, urbana, estruturada na soul-music e no funk, surgida nos anos 1960 que cativava o público jovem.
O cantor deixa um legado diferente para a música pop mundial, uma forma diferenciada de apresentar a música que atendia e explorava as diversas formas de sua reprodução, especialmente a televisão de onde surgiu.
Sua estréia como cantor aos dez anos de idade, ao lado de seus quatro irmãos no grupo Jackson Five em 1968, saindo do grupo em 1970. Seus primeiros álbuns-solo foram lançados em 1972, contendo baladas melosas, com refrões fáceis, cravaram seus primeiros sucessos.
Em 1979, após um período de afastamento, Michael convida o maestro Quincy Jones para produzir o disco Off the Wall, que o consagra como campeão de vendagens internacional. O disco misturava disco-music com rythim’n blues surpreendendo fãs e crítica. Quincy produziu os dois discos seguintes, Thriller (1982 ) e Bad (1987), os três foram melhores trabalhos de Michael. Ao lançar Thriller, o cantor foi o primeiro artista a investir pesado na produção do vídeo-clip de lançamento, com qualidade cinematográfica, o que resultou em 100 milhões de discos vendidos. Com 10 álbuns lançados em 30 anos de carreira, Michael atingiu a vendagem de mais de 750 milhões de discos (conforme o jornal The New York Times), recorde mundial mantido até o momento.
Michael. que ocupou o lugar de Elvis Presley enquanto grande ídolo norte-americano, acima de tudo era um homem de negócios que soube associar à música, sua habilidade na dança e performance no palco e às mídias corretas. Este é o grande mérito de Michael Jackson, emblematicamente definido por Martin Bandler, executivo da Sony, gravadora pela qual era contratado, em nota oficial: “Michael era um talento incrível, do tipo que só aparece uma vez na vida. Ele era incrível gravando, um empresário perspicaz, um inigualável intérprete (…)”. Este é o seu legado principal, o mais bem sucedido ícone da música pop, a despeito da metamorfose física promovida por suas neuroses e ocorrências de sua vida pessoal , exaustiva tanto quanto superficialmente exploradas pela mídia de um modo geral.
Ídolos, de tempos em tempos, têm morte surpreendente ou pré-matura, tragédia que, no senso comum, os aproxima da essência divina da arte, tornando-os, assim, objeto de culto e cuja ausência materializa-se, adquirindo também valor de mercado. Michael, agora morto, entra para a hagiografia da música pop, a preços nada módicos.

Siba e a fluroresta

Nascido no Recife, Siba cresceu entre a cidade e o interior. Desde seus primeiros contatos com as tradições da Mata Norte, começou uma longa história de aprendizado e colaboração, exercitando ao longo dos anos os fundamentos da poesia ritmada para se tornar um dos principais mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros. Ao mesmo tempo, como membro da banda Mestre Ambrósio, desenvolveu um estilo musical inovador e singular, da qual o diálogo entre o tradicional e o contemporâneo são marcas distintas. Continue lendo

Songoro Cosongo


Songoro Cosongo é uma banda formada por músicos do Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia e Chile, residentes no Rio de Janeiro. A banda, nascida em agosto de 2005, está há mais de dois anos animando a noite carioca em diferentes casas de shows e eventos artísticos, com seu estilo musical inconfundível: PsicoTropical Musik. Continue lendo

Terreiro Grande

O Terreiro Grande é formado por jovens músicos da Zona Leste da cidade de São Paulo, que se conheceram em situações diversas, mas cujos bairros ou municípios origem, praticamente indicam as paradas da linha de trem que ruma para o extremo desta região, a mais populosa da cidade. Com traços típicos da mistura paulistana, do nordestino, negro, ao imigrante italiano, sempre tiveram como afinidade musical o samba e a partir daí inciaram um trabalho de pesquisa para cantar sambas esquecidos, de compositores igualmente esquecidos. Assim se definem em seu blog :”Terreiro é a grande reunião de sambistas, poetas, ritmistas, vagabundos, bêbabos, compositores, trabalhadores, músicos e tanta gente boa que circula entre nós”.
Com desconstração mas com seriedade e respeito, realizam um trabalho de pesquisa e resgate de sambas esquecidos criados por compositores importantes e tão esquecidos quanto, cujo trabalho merece ser relembrado.

Roda de Samba com Terreiro e Cristina em Paquetá, Rio de Janeiro – Diretor de Harmonia (Xangô da Mangueira e Jorge Zagaia)

Nessa perspectiva, realizaram shows, por exemplo, com a obra de Paulo da Portela (1901-1949) e em seu mais recente trabalho dedicaram a obra do carioca Candeia (Antônio Candeia Filho-1931-1978), um dos maiores compositores de samba da história.
Cristina Buarque de Hollanda, tradicionalmente ligada a projetos de pesquisa do samba, cantora e portelense de primeira, participou desse projeto, cantando e atuando decisivamente na sua divulgação. De choro aos tradicionais sambas de terreiro, a obra de Candeia é percorrida, sem que, para isso, seus sambas mais conhecidos sejam repetidos.
As apresentações geraram um documentário de Zeca Ferreira cujas primeiras sessões acontecerão durante a primeira edição no Brasil do Festival Internacional de Documentários Musicais – IN-EDIT Brasil.
São Paulo
30.06.09 – 14:00h – MIS
01.07.09 – 14.00h – HSBC Belas Artes
02.07.09 – 17.00h – Olido
Rio de Janeiro
12.07.09 – 19.00h – Cine Santa Teresa
Abaixo Cristina Buarque e o Terreiro (todos cantam):
Renato Martins (agogô ), Edinho (cavaquinho ), Roberto Didio (surdo ), Lelo (violão ), Luizinho (pandeiro ), Eri (caixa De fósforo ), Tuco (cavaquinho ), Jorge (tamborim ), Boca (voz), Wilson Miséria (prato e Faca ), Neco (reco-reco), Pereira (tamborim ), Careca (tamborim ), Cardoso (violão ), Alfredo Castro (cuíca ), Marcelo Cabeça (garrafa)

Barracão de Madeira (Colher)

Trincheira aberta antes de Michel Legrand

A vida sem uma trilha sonora não tem a menor graça (tico d’godoy)

Boa reflexão, mas eu arremataria que com uma boa trilha sonora a vida, além de ter graça, ganha uma outra significação. Algo que o artista nos revela e do que nos apropriamos em nosso dia a dia sob a forma de emoções. Eis a chave do encantamento.
É com essa compreensão que o maestro e compositor Michel Legrand e sua esposa harpista Catherine Michel serão saudados na apresentação em São Paulo, no próximo dia 22.
A banda responsável por abrir o show tem o nome de TRINCHEIRA’S JAZZ e como aparece no site da banda, fazem “MPB, Jazz, som de primeira, arranjos bacanas e nada de milhões de improvisos com 15 minutos, um ou outro bem distribuídos durante o som”.
O grupo paulistano é formado por Henrique Pereira (baixo), Janete D’Alonso (piano) Percio Sápia (bateria) Débora De Aquino (sax) e Tico d’Godoy´(sax). Prometem fazer o trabalho de sempre, mesmo emocionados pela responsabilidade com que encaram a missão. A verdade é que este momento renderá emoções ao grupo e à platéia, que entrará em contato com músicos competentes que vivem a música, como pode ser visto no vídeo abaixo.
O evento faz parte do projeto Sala do Professor Buchanann’s, conduzido por Daniel Daiben (ver post abaixo) e será transmitido ao vivo pela Rádio Eldorado FM21:00 às 21:30 – CLAM FOREVER (Trincheira), ao vivo pela rádio
21:40 às 22:40 – MICHEL LEGRAND, ao vivo pela rádio
22H50 AS 23H40 – MICHEL LEGRAND, para quem estiver no Bourbon
BOURBON STREET – Rua dos Chanés, 127 – Moema, São Paulo – SP

Rádio – Sala dos Professores

Se há um veículo que, na sua forma principal, integrou-se à internet, esse veículo é o rádio. Embora o público distancie-se de sua programação musical e padronizada pelo jabá, com a possiblidade da composição de seleções musicais individuais, o rádio ainda ocupa o espaço da informação e da interação on-line com seus ouvintes. Ou mesmo o rádio passa a ser ouvido pela internet, diminuindo mais ainda barreiras geográficas.
Significa que quem procura bons programas, pode localizá-los nas diversas emissoras do mundo, e ouví-los onde quer que esteja conectado.
Este blog indicará periodicamente os programas disponíveis on-line, iniciando com uma dica para quem gosta de jazz e música de boa qualidade, mesmo que pouco saiba a respeito: Sala dos Professores
O apresentador Daniel Daibem criou esse programa “para aproximar as pessoas do jazz e do que há e houve de melhor na música brasileira.” conforme relata no site do programa. Em 20 minutos são apresentados temas de forma leve, apontando características e estilo de interpretação, além de informações históricas.
Os temas do programa podem ser um instrumento (a guitarra, por exemplo), ou a detalhes da música como composiçoes com andamento 3/4. De Ella Fitzgeral a Luiz Gonzaga.
Daniel conduz o programa de forma desconstraída, fazendo com que a música seja de fato apreciada, em detrimento de termos altamente técnicos.
Mensalmente um programa é transmitido ao vivo direto da casa Bourbon Street Club em São Paulo, com uma aula-show proferida por feras da música, por onde já passaram nomes como Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Stanley Jordan e no próximo dia 22, Michel Legrand. Detalhe importante, Daniel afirma que não é o professor, professores são os artistas que ele apresenta. Bobagem, no mínimo ele contribui para se fazer um rádio diferente. Não é pouco. Confira no vídeo abaixo.
PARA OUVIR: 2a. a 6a. às 19:00 h – Rádio Eldorado FM de São Paulo