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MORRE SEO EDIR DA VELHA GUARDA DA PORTELA

4 04UTC Novembro 04UTC 2009

Seo Edir Gomes, compositor e cantor da Velha Guarda da Portela, faleceu nesta 4a. feira de causa ainda não informada pela família. Também não foram divulgadas informações sobre o velório e enterro do sambista.

Seo Edir foi um dos autores de sambas enredos portelenses como  ”O homem do Pacoval” (1976) e “Recordar é viver”(1985). 

Esta é a terceira perda ocorrida neste ano sofirda pelo  histórico grupo de sambistas organizado por Paulinho da Viola, e paradigma indiscutível do samba de hoje. No começo do ano morreram Casemiro da Cuíca e a pastora Doca. 

VOLTA (Manacéia)

 

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A irreverência da família Barnabé

4 04UTC Novembro 04UTC 2009

Da irreverência de Arrigo Barnabé na cena musical brasileira muita gente sabe. Mas tão irreverente quanto e não menos importante, o irmão do cantor, Paulo Barnabé nos idos da década de 80 montou a banda “Paulo Patife Band”. Assim como Arrigo, Paulo também se utiliza do dodecafonismo nas composições e mistura uma boa pegada punk rock.

A banda abreviou o nome para “Patife Band” quando lançaram o segundo disco “Corredor Polonês”, com letras divertidas como no caso de “Chapeuzinho Vermelho” e  “Tô tenso”.  No ano de 2005 a banda gravou o CD “Ao Vivo” e está de volta à ativa. Esperamos agora mais shows!

Para saber mais acesse o Myspace: Patife Band
 

O Veneno – Patife Band


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Uma coleção de obras-primas

28 28UTC Outubro 28UTC 2009

por Caetano Veloso

Há muito tempo não ouço um disco inteiro com tanto entusiasmo no coração quanto esse ‘Pimenteira’. Acho que ouvi Pedro Miranda pela primeira vez numa faixa do CD de Teresa Cristina – e fiquei maravilhado com a musicalidade, a cultura entranhada, a naturalidade, o frescor. Comuniquei meu entusiasmo a Moreno e ele me disse que conhecia Pedro: logo eu estava com o primeiro CD de Pedro nas mãos. O CD confirmava a muito boa impressão causada pela faixa no disco de Teresa. De modo que, agora, quando ele me entregou uma cópia do seu novo disco, eu já me pus em alta expectativa. Mas não imaginava que estivesse diante de um trabalho de tamanho fôlego. Considero este um disco de grande artista. É um disco fácil de ouvir, maneiro, agradável, porém tem força histórica intensa e convida a reflexões complexas e tão profundas que nem a deliciosa paródia de texto acadêmico que vem no encarte (a respeito da alegoria deliberadamente ingênua de Edu Krieger, “Coluna Social”), poderia satirizar.

Para começar, o estilo despojado do cantor, sem afetação, sem tiques nenhuns, dá conta de toda a possível cultura crítica atual relativa ao canto popular brasileiro. Voz maleável, incrivelmente confortável nas regiões agudas, ele mostra destreza e agilidade sem que se perceba esforço de sua parte. E o fraseado revela reverência e familiaridade com a história do samba. Mas é a escolha do repertório que ilumina as virtudes do seu estilo. Esse repertório (para cuja feitura ele agradece a colaboração de Cristina Buarque e Paulão 7 Cordas) diz tudo sobre o que deve ser dito a respeito do que vem acontecendo com o samba, desde que este se tornou emblema da musicalidade brasileira (“O mito é o nada que é tudo”), passando pelo furacão camuflado que foi a bossa nova, e pela sua recolocação no ambiente que o forjou: a boemia que transita entre certos morros e certas áreas do asfalto carioca. Essa recolocação teve como marco inicial a virada que significou, no meio dos anos 1960, coincidirem as insatisfações de Nara Leão com o surgimento do Zicartola, o início das atividades de compositor de Chico Buarque em São Paulo e o estrelato conjunto de Paulinho da Viola e Clementina de Jesus no Rosa de Ouro. Todos os desdobramentos – de Beth Carvalho ao Art Popular, de Zeca Pagodinho ao Psirico, de Arlindo Cruz a Roberta Sá – estão homenageados nesse álbum coeso, sincero e de grande visão.

O arco de compositores vai de Nelson Cavaquinho a Rubinho Jacobina – e, no entanto, a unidade de visão faz de ‘Pimenteira’ uma obra autoral de Pedro Miranda. As melodias, em geral com sabor de choro a caminho da gafieira (mas sem deixar de fora nem a chula baiana nem o coco nordestino), sustentam um virtuosismo poético que, por força da perspectiva da escolha do material (e da ordem em que ele vem), sugere um gosto pessoal, a um tempo apurado, exigente e espontâneo, que atravessa todo o disco. Dos versos elegantes de Paulo César Pinheiro para a música rica de Mauricio Carrilho (com ecos de Bororó) ao fascinante jogo embaralhado de imagens atuais no samba de Moyseis Marques, passando pela “Imagem”, de Trambique e Wilson das Neves, e pelo show de bola de Elton Medeiros e Afonso Machado, tudo em ‘Pimenteira’ transpira grande talento guiado por grande inteligência. O disco fala de tudo o que fala como Nei Lopes fala (na única nota de encarte que não foi escrita por Pedro e Luís Filipe) da série de mulatos que compõem a figura de Compadre Bento: com admiração e intimidade.

Terminei citando muitos dos sambas do disco, mas não é por os achar menos interessantes que não citei alguns: todos são de alta extração, todos fazem o CD soar como uma coleção de obras-primas. O que faz com que esse disco ao mesmo tempo pareça o lançamento de um novo autor e uma antologia de clássicos. Na verdade é o disco que já nasce antológico. A colaboração de Luís Filipe de Lima é decisiva na definição dos arranjos e da sonoridade. Sobre ele (e os demais colaboradores musicais e técnicos) Pedro fala melhor do que eu poderia, nas palavras de agradecimento que escreveu. Quanto a mim, sou mais levado a considerar que a oportunidade foi uma dádiva que Pedro lhes fez.

Eu sempre sou citado como elogiador fácil de moças jovens bonitas que cantam samba. Nunca as elogiei sem que achasse justo fazê-lo. Dizer aqui que o CD de um marmanjo, que nem tipo gatinho é, é algo muito mais importante do que o que essas ninfas têm, em conjunto, alcançado deve dar uma ideia do quanto considero ‘Pimenteira’ um evento especial em nossa música. E, de quebra, pode dar mais credibilidade aos elogios que faço às moças.
(divulgação)

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PEDRO MIRANDA lança PIMENTEIRA, novo CD

28 28UTC Outubro 28UTC 2009

A geração de sambistas que revitalizaram o gênero na Lapa (Rio de Janeiro) já não pode ser chamada de nova geração. Mais de uma década é passada desde que os primeiros se reuniram em botecos promovendo rodas de samba e choro. E, sim, o veterano Pedro Miranda estava entre estes se apresentando no grupo Semente, no bar pioneiro do mesmo nome, resgastando do “limbo do esquecimento” grandes nomes do samba brasileiro.
Hoje esse grupo de artistas começa a apresentar o próprio trabalho autoral como neste segundo disco de Pedro. Sua voz sem impostação que cometeu duetos perfeitos com Teresa Cristina, dedica-se a composições, com claras referências aos grandes compositores do gênero, mas com a atualidade necessária, afinal são outros tempos.
O show de lançamento será no próximo dia 3, no Teatro Rival, às 19h:30. Para ouvir e obter maiores informações é só visitar a página de Pedro no myspace. O vídeo fica por conta de um dos ótimos duetos com Teresa Cristina.

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GALOCANTÔ – LIRISMO NO NOVO CD

1 01UTC Outubro 01UTC 2009

O novo CD do grupo tem canções inéditas, muitas de autoria dos componentes do Galo. Outras de grandes mestres consagrados. E algumas regravações do fundo do baú. Em comum, a poesia revelada em cada esquina carioca, nas praias, nos bares e nas rodas. Tudo vira samba em “Lirismo do Rio”.  
O show terá participações especiais de Wilson Moreira, João Martins e Renato Santos, além da direção irretocável de Túlio Feliciano, um dos mais conceituados diretores de espetáculos musicais do país, que já dirigiu gente do calibre de João Nogueira, Zeca Pagodinho e Fundo de Quintal.
No repertório do espetáculo, além de canções de Lirismo do Rio, músicas do primeiro disco do grupo como  “Galã de Xerém” (Pablo Amaral e Edu Tardin) e “Pão que alimenta” (Edson Cortes, Wantuir e Binho Sá), e clássicos o samba.
Além de shows nas principais casas do Rio de Janeiro como Carioca da Gema, Trapiche Gamboa, Estrela da Lapa, Teatro Odisséia, o Galocantô promovia aos domingos o Terreiro do Galo (projeto que voltará ainda este ano), reunindo centenas de pessoas em torno de uma roda de samba com um clima todo especial.  
Formado por Rodrigo Carvalho (voz principal e percussão), Léo Costinha, Edson Cortes e Lula Matos (todos estes percussão e voz), Pablo Amaral (cavaco e voz) e Marcelo Correia (violão de 7), essa boa safra de músicos se uniu no final da década de 90, momento em que a Lapa passava por uma estruturação. O grupo nasceu sob a influência de nomes do quilate de Candeia, D. Ivone Lara e Fundo de Quintal, entre outros.
Show de lançamento no tEatro Rival – RJ neste dia 01/10 – detalhes no site do Galo.

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CRISTINA BUARQUE – entrevista

21 21UTC Setembro 21UTC 2009

Em nossa conversa, Cristina fala de seu prazer de cantar o que gosta, do jeito que gosta e, com sua nobreza e simplicidade quase que de pastora, ensina o caminho das pedras para quem aprecia o samba.

“Cantar foi meio que por acaso, não tem uma data certa. Eu não comemoro cinquenta anos de carreira. Primeiro foi com 16, depois com vinte e poucos. E mesmo porque eu não gosto de cantar em shows. Gosto de cantar assim, entre amigos, num bar. Desse negócio de show nunca gostei, e se até essa idade eu não gostei, então eu não vou gostar mesmo! Fico nervosa. Eu faço! Mas, eu fico nervosa. Eu sou cantora porque hoje em dia não sei fazer outra coisa.  “  a íntegra está no site Algo a dizer.

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RODA DE SAMBA PEDRA DO SAL – importante

17 17UTC Setembro 17UTC 2009

No post sobre a Roda de Samba da Pedra do Sal não publiquei o nome dos integrantes, pois não tinha conseguido a informação. O Paulo (PC) do grupo passou a ficha: Andre Orelha (pandeiro); André do Batuque na Cozinha (reco-reco); Junior (violão);Juninho Travassos (cavaquinho);Rogerinho(cavaquinho e banjo); PC (tantã); Walmir(cuíca);Nenem (tamborim); Wando (surdo). Toda segunda-feira eles estão lá.

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BRASIL DA SANFONA

26 26UTC Agosto 26UTC 2009

Estréia nesta 6a. 28, em São Paulo o filme O milagre de Santa Luzia, dirigido por Sérgio Roizemblit. Trata-se de um documentário sobre o acordeon e sua importância para a música brasileira. O filme percorre o país de norte a sul, apresentando as variaçoes do instrumento, contando com a participação de nomes com Dominguinhos, Sivuca, Arlindo dos 8 Baixos, Camarão, Genaro, Pinto do Acordeon, Joquinha Gonzaga, Dino Rocha, Elias Filho, Gabriel Levy (2), Toninho Ferraguti, Mário Zan, Osvaldinho do Acordeon, Renato Borghetti, Gilberto Monteiro. O nome escolhido é uma homenagem à data de nascimento do maior sanfoneiro de todos os tempos: o pernambucano Luiz Gonzaga.

O instrumento com nomes e formas diferenciadas, conforme a região, é identificado com o interior do país, desde o sertão nordestino ao pantanal e as terras gaúchas e sua cultura, sendo particularmente associado à vida do vaqueiro ou do boiadeiro, algo percebido pelas indumentárias de seus intérpretes tradicionais e na temática de suas canções.

Conduzido por Dominguinhos,  o filme além de demonstrar a presença e a importância do instrumento, permite o contato com os variados gêneros musicais existentes no país, das toadas que não se resolvem da música  nordestina aos rasqueados e vaneiras do sul.

 

 

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Fun*key – o funk da Sardenha

21 21UTC Agosto 21UTC 2009

Fun*Key é um movimento criador e promotor da cultura funk. A inscrição no clube é gratuita, basta enviar o próprio groove num envelope lacrado para a FIFA (Federação Italiana Funk Acrobático).
Formalmente somos um grupo e nossa música é sustentada por três pilares:
o primeiro é uma antiga e sólida amizade, o segundo é o amor à funkadelia assim com foi revelada e difundida  pelo próprio George “Dr. Funkenstein” Clinton e pela P-Funk All-Stars enquanto o terceiro é a vontade de difundir os dois primeiros pontos para invadir a mente de quem escuta e envolver o maior número de pessoas possível.

Sabemos bem o que queremos: ser únicos, muito e unicamente funkadelics. Como um time de basquete vamos em frente driblando e passando a bola até a tabela da forma mais espetacular possível. Não importa.

Somos heróis, super-heróis de verdade e este texto deve tê-lo demonstrado.

Espalhamos groove por onde andamos e deixamos o funk  acontecer tranqüilamente de muto bom grado o fazemos para depois despertamos o funk em quem já é funky e não sabe, ou seja,  praticamente todos.

Gostamos de aparecer e sermos presunçosos. Gostamos de espalhar merda e balançar a cabeça sob um ritmo. Gueto, gueto, gueto.

O nosso sonho e único limite é não ter limite. Infelizmente não somos negros. Aqui na Itália não somos criados para chamar o outro de irmão. A religião, a música, a arte, o sofrimento, nada ajudou.

Mas um dia recebemos o chamado do groove e todos nós respondemos: STAN-G, UELE, FUNKY ‘DU, DJ FUNKEE, FEEL HIP-HOP & MORIS:
juntos somos a <a href=”http://www.myspace.com/funkeys”>FUN*KEY</a>.

Defendemos a terra das forças obscuras e da imobilidade. Cremos no funk e pelo funk tocamos sobre o planeta Terra. Chaves nascidas para levar o sorriso através da diversão e a diversão através do funk.

Como grupo nascemos em 17 de setembro de 1999, antecipando um pouco o nascimento do novo milênio. A nossa música é aquele gênero funk’n’roll que não abaixa a cabeça frente a nada e ninguém: uma mistura explosiva de rock, alma & hip-hop! Além de tocar constantemente por toda a Sardenha, já tocamos em vários lugares do mundo.

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RODA DE SAMBA – PEDRA DO SAL

21 21UTC Agosto 21UTC 2009

No século XVII, baianos se instalaram no que é hoje o bairro da Saúde no Rio de Janeiro, próximo ao porto, e no entorno da Pedra da Prainha, hoje conhecida como Pedra do Sal.
Os pretos escravos e forros se instalaram na região, então à beira-mar, trazendo sua cultura, criando um núcleo em cujos quintais ocorreram as primeiras festas onde se cantou o samba. Nos degraus esculpidos na rocha aos pés do Morro da Conceição, nos botecos, nos trapiches, encontravam-se Donga, Pixinguinha, João da Baiana, Heitor dos Prazeres, e outros nomes ligados ao surgimento do samba.
Com tanta história, quatro séculos depois o local abençoa mais uma roda-de-samba no Rio de Janeiro, criada, há dois anos, por iniciativa do grupo de samba Batuque na Cozinha.
Entre oito e dez músicos interpretam sambas representativos, dos principais compositores do gênero, com direito a um set de sambas de roda e chulas baianos, como pode ser visto nos vídeos abaixo.

A sonorização que atende apenas aos instrumentos impõe ao público a aproximação da roda, para ouvir as músicas e dançá-las, criando o clima necessário para esse tipo de encontro.
A roda acontece todas as 2as. Feiras, a partir das 19:00 no Largo João da Baiana, aos pés da pedra do Sal. Às 4as. no mesmo horário ocorre a Roda de Samba na Fonte, dedicada a sambas inéditos, como já publiquei aqui e em inglês.

Boneca (chula domínio público)

Acreditar (Dona Ivone Lara) e Senhora Tentação (Silas de Oliveira)